quinta-feira, 5 de novembro de 2009

TEU ABRAÇO


“O primeiro sintoma foi o abraço. Acredito que você não sabe, mas é nesses pequenos instantes que construo minhas teorias. O teu abraço tem algo mágico/intenso. É um abraço que diz, em um tom silencioso, aqui-é-o-teu-descanso. E hoje, ao te abraçar, diferente dos abraços de simples encontros casuais recheados de um "oi, tudo bem?" rápido e sem graça, pude entender a dimensão dos teus ombros, a necessidade que tu tinhas em me confortar com tua alma vestida de corpo. Pude perder a noção do tempo nos teus braços, sentindo os teus sem hora para acabar. Sempre que me perguntam o grande porquê me vejo irremediavelmente encantado por ti, repito: o abraço. Desde aquela noite que já queria ser dia, o teus braços me entrelaçaram sem motivo fixo ou pretensão segunda, e ali me rendi a toda a tua dança livre e a tua energia que jorrava por todos os poros teus. Energia, a melhor que se pode imaginar. Algumas pessoas cruzaram a minha vida de maneira inesperada e criaram raízes lindas, sólidas e fantásticas. Você é uma das pessoas. A mais fantástica delas! Quero ter você ao meu lado, me abraçando para eu ter a certeza da sua dança improvisada, das suas idéias mirabolantes e a tua arte de ser pulsante, por aqui e por onde os teus pés descalços te levem”.
Teu abraço me encanta.
É isso!