terça-feira, 28 de abril de 2009

Celebrar Brasília... celebrar a felicidade!

Eu sou da turma do abraço, tenho amigo do circo, da música, da dança, do teatro, do cinema, amigos no social, amigo burocrata, hippie, rastafári, muçulmano, da favela, do palácio, da permacultura, gay, havaiano, jamaicano, playboy, maluco, gente da noite e gente do dia, trance, trash, rock, blues, reggae, samba funk, dub, ragga, soul, charme. Mas os verdadeiros amigos conto nos dedos de uma única mão, bom que isso ta mudando, velhos colegas, hoje voltam e estão se tornando bons amigos, em especial uma amiga que há muito tempo não conversava quando to com ela fico tranqüilo e organizo as minhas idéias ela me descansa, quando to com ela bebo menos e fico mais criativo e a gente só se encontra em lugares especiais, em momentos que existe uma mágica, em volta de pessoas de alma leve. Na Celebrar Brasília, encontrei com essa velha amiga e centenas de pessoas que não vejo há muito tempo, ontem descobri que sou muito querido. De repente a festa que tava estranha, eu na minha, música eletrônica que eu não to acostumado. Fui vencendo meu preconceito com o ritmo, deixei a música me entorpecer. O som foi à primeira coisa que se ouviu foi com um som que tudo começou, mas isso é outro papo. A música entorpece olhares cruzados sem muita disposição pra remar. A vocação de Brasília muita gente com cara de: “Eu não preciso conhecer pessoas novas, já tenho meus amigos”. Triste deles porque pessoas são lindas. Continuando, achei o lugar certo pra dar uma parada, absolute com energético, dançando de olho fechado, fiquei ali, parado, e a galera VIBE foi chegando, VIBE chama VIBE. Não tem preço dançar no museu da republica, com o céu sobre minha cabeça, o vento, ar pra respirar, a cúpula com projeções iradas do VJ, me deu vontade de ver o sol nascer, mesmo com o céu nublado maior cara de chuva e ninguém ali se importava se iria chover. Saber se divertir é uma arte e é a primeira regra pra não fracassar na função de viver. E não é que choveu, começou fraca, a água batendo na pele, senti um orgulho de mim por não me importar com água caindo do céu, me senti a vontade, afinal água é meu elemento. Tesão com a chuva, Uma pessoa que estava perto achou estranho e perguntou se eu tinha tomado um Doce ou uma Bala, respondi que era só felicidade. To celebrando meus momentos de felicidade. A cena me lembrou a festa de ZION, a ultima cidade no filme MATRIX, se não me engano o ultimo da trilogia. Galera dançando na chuva fina, a luz atravessando os pingos de chuva, claro que sou suspeito, cineasta adora chuva. Pensei no roteiro de um curta, mas não fiquei viajando muito, queria dançar na chuva. Foi Vinicius que falou: “Se tiveres uma idéia antes de dormir, e quando você acordar a idéia ainda estiver na sua cabeça é porque ela vale a pena ser trabalhada”. SOUL SHAKEDOWN PARTY! Tenho certeza que foi um momento mágico para a DJ, acho que foi sofrido pra ela ter que parar, porque a chuva aumentou muito e ela não tinha como continuar, não colocaram cobertura pro palco, o equipamento com certeza iria acabar.


Brasília me surpreende, quando penso que aqui não é meu lugar, coisas inesperadas acontecem. Só me falta uma boa paixão, daquelas!
Escutem Amigos, remei e pequei a ultima seqüência antes da maré mudar. KKKKKK!
A gente ta sempre buscando uma eternidade constrangedora, estranho falar de utopia quando não temos testemunhas, nem cúmplices da nossa mais verdadeira beleza. Felizes são aqueles que têm medo de ficarem para sempre sozinhos, eles não vivem esse cotidiano cruel, de se pôr no fim do dia e logo em seguida nascer do outro lado do mundo, renovado e sem culpa.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A tribo de dois.


Todo mundo quer ter dinheiro.


Isso é fato. Hipócrita quem diz que não precisa e não quer ter dinheiro.


O importante é saber quem você vai ser depois do dinheiro. 


Quero ter dinheiro e estou batalhando todo dia pra isso, porque eu quero ter liberdade, não quero dinheiro para ostentar e consumir desesperadamente.


Minha liberdade está em aprender varias línguas, conhecer outras culturas.


Construir um espaço cultural no Recanto das Emas ou em Samambaia, ou em Santa Maria no DF.


Uma escola profissionalizante em artes, filmar meus vários roteiros sem precisar de dinheiro público.


Fazer cursos no mundo inteiro, de teatro, dança, música, cinema, pintura, escultura, desenho.


Conseguir a guarda conjunta da minha filha e participar mais ativamente da sua educação, passar mais tempo com ela e explicar porque o céu é azul, porque o catchup é vermelho e a mostarda é amarela.


Ajuda-la a cuidar do cachorro, ficar na piscina a tarde inteira, brincar de guerra de mangueira, sair pra comprar colar de miçanga e pulseira de couro, andar de trem, avião, cavalo, navio, charrete, caiaque, canoa, pedalinho, helicóptero, bicicleta e kart.


Fazer filme, teatro, capoeira, música, dançar no domingo depois do almoço, ver o sol se pôr na Grécia e dormir ouvindo o barulho do mar em algum lugar do Atlantico ou do Pacifico.

Vivemos em um país que não ganhamos o justo pelo serviço que prestamos e nem recebemos de acordo com os reajustes da economia.


Sem generalizar, viramos reféns de bancos e administradoras de crédito, arranjamos dois ou três empregos e bicos e funções extras e não temos mais tempo de estar com as pessoas que amamos e necessitam da nossa presença.


não podemos largar tudo e viver mais perto do Mar, porque não somos livres, sem generalizar.

https://www.youtube.com/watch?v=4PwTYP89Gy8

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Acordado e vendo...

Acordei com alguém assobiando a melodia de carinhoso e lembrei que ontem não ganhei na Mega Senna.

Fiquei alguns minutos pensando sobre o que eu faria com os 26 milhões, depois liguei o recurso de soneca no meu celular Sony Ericsson W200.

Que merda de celular. Só o que presta nele é o walkman, até a função soneca dele é terrível, são só oito minutos, como passa rápido oito minutos.

Para cumprir sua função de despertar deves colocar um toque bem desesperador se não você não acorda, me lembro quando o toque do despertador do meu celular era Cartola... 

"...Alvorada lá no morro que beleza ninguém chora não a tristeza ninguém sente dissabor"...

Eu não acordava. Como explicar pra minha chefe o atraso.

- Olha chefe, o despertador tocou Alvorada do Cartola, não deu pra acordar, essa música é pra sonhar, e não para despertar.

Ando calado, cada dia demoro mais pra levantar, acho que Brasília ta ficando apertada pra mim.