quinta-feira, 28 de julho de 2011

Sorteio do no novo álbum de Chico Buarque "CHICO". Original!


Para participar do sorteio do ultimo CD de Chico Buarque original, “CHICO”. É bem simples.

  1. Você deve ser seguidor deste  BLOG, o “Minhas testemunhas, meus cúmplices...”
  2. Deixar um comentário com seu nome completo e e-mail.
  3. O sorteio será daqui a 08 dias 6ª Feira dia 05 de Agosto, meia noite (00hs).
  4. Entraremos em contato com o contemplado que receberá o CD em sua casa.
Chico grava novo álbum, depois de muito tempo. O nome do álbum “CHICO”, simples assim. A simplicidade é uma nova tendência, quem têm talento não precisa de muito, ser você mesmo já é mais que suficiente. Acredito que para um artista criar uma obra é como dar a luz, gerar vida, principalmente para nos Artistas homens. Do nada o artista cria de um papel em branco, de um ruído, de uma imagem cotidiana, uma dedilhada, um encontro inesperado com o instrumento abandonado, de um sonho, de uma paixão, da queda, do levantar para seguir em frente, do vicio, do cheiro da tarde, de uma idéia mirabolante.

 O álbum “CHICO” tem 10 músicas totalmente inéditas, que são:
1. Querido diário
2. Rubato
3. Essa pequena
4. Tipo um balão
5. Se eu soubesse
6. Sem você 2
7. Sou eu
8. Nina
9. Barafunda
10. Sinhá

“Esse novo trabalho apresenta arranjos bem elaborados e a sonoridade dos arranjos agrada em muito aos ouvidos.” (Nilson Lima – Interprete) http://www.nilsonlima.com.br/

Lembro-me como se fosse hoje o meu primeiro contato com Chico Buarque. Eu tinha 10 anos de idade, fazia a 5ª serie, a professora de arte da Escola Parque da 304 Norte, não lembro o nome dela, mas ela começou um trabalho que apresentava a obra de Chico Buarque para crianças alienadas, inclusive eu, e um pouco imaturas para obras tão perfeitas. Foi uma proposta ousada por parte da Professora. Lembro perfeitamente quando ela analisou junto com a gente, a música “Geni”, contextualizou historicamente a letra, a gente não entendia o que era o momento político que o Brasil vivia. Eu gostava, porque quando comecei a ouvir as músicas que a professora botava na vitrola, busquei no meu subconsciente, imagens e sons de quando tinha 4 ou 5 anos, meus tios chegando em casa no Karmanguia verde, calças boca de sino e cabelos black power, quase sempre no toca fitas do lendário Karmanguia, Chico, Caetano, Gil, Belchior, Secos e molhados, Mutantes, dentre outros. Mas se bem me lembro, entrei na massa de alunos que criticava as músicas e a proposta da professora de ampliar nossa visão de mundo, para que vislumbrássemos novas possibilidades. Gostaria de encontrá-la, para dizer, que estou grato, que eu sentia tudo, que hoje eu arisco novas angulações, possibilidades impensadas e ouço Chico no aleatório no meu IPOD. Professora, você não desistiu, acreditou na sua estratégia pedagógica, mesmo com todas as criticas. Foi uma pensadora, artista, uma educadora digna de seus antecessores, censurados pelo AI – 5. Deu certo querida Professora e devem ter outros como eu por ai, com seus 36 anos, que conseguem parar, um momento, para observar o mundo, por uma perspectiva diferente.

Ah, Professora se visse o roteiro que escrevi essa semana. A história de um casal que já foram muitos apaixonados, mas se perderam um do outro, pelas circunstâncias da vida. Tudo se passa em um dia caótico em Brasília, de protestos simultâneos em vários lugares, fugas de presídio, incêndios criminosos, Demissões em massa, falta de combustível, panes no controle do transito, greves de banco e de ônibus, engarrafamentos quilométricos. Ele sai atônito do prédio onde trabalhava, pois acaba de ser demitido, anda por Brasília e sem perceber entra em uma manifestação pública de estudantes universitários, que protestam contra a privatização das universidades brasileiras. Na multidão ele encontra Clara, sua antiga arrebatadora paixão,  no exato momento que a polícia ataca os manifestantes e que inicia uma chuva devastadora. Os dois abrigam-se em um Pub que no momento, tem uma banda de Jazz, com uma bela cantora cantando a música, “Mil perdões” de Chico Buarque. Ao som de versões em Jazz de Chico Buarque, eles recapitulam seus momentos juntos.

Esperem, em breve o filme.

         

quinta-feira, 14 de julho de 2011

PALCO GIRATÓRIO 2011




O DRAGÃO
TECELÃ
FRANKSTEIN

Com o propósito de realizar intercâmbio das artes cênicas pelo País, o SESC traz a Brasília a 14ª edição do Palco Giratório – Circuito Nacional SESC de Artes Cênicas. Os espetáculos se iniciam no dia 14 de julho nos espaços culturais do SESC-DF – 913 Sul, SESC Presidente Dutra, Módulo de Educação e Cultura (Taguatinga Norte), Gama e Ceilândia, além de locais públicos do DF.
No primeiro dia já se apresentam três espetáculos O Mundo tá Virado (SE), Dragão (RJ) e No Happy End (DF). O Palco Giratório também traz apresentações que foram selecionadas pelo Prêmio SESC do Teatro Candango, edição 2010, como Cru, que foi eleito o melhor espetáculo da premiação. Para esta edição a expectativa é de que 8 mil pessoas participem do festival. As apresentações seguem até o dia 30 de julho e a entrada é franca. Após o DF, os espetáculos percorrem o Rio Grande do Sul, Alagoas, Bahia e Paraíba, entre outros.

O Palco Giratório foi lançado em 1998 e é promovido pelo Departamento Nacional em parceria com os Departamentos Regionais. Inicialmente, foi apresentado em cinco Estados e transformou-se em uma grande oportunidade para a troca de experiências de grupos de artistas de todo o Brasil. O projeto reúne espetáculos de teatro e dança selecionados, e contempla montagens realizadas nas mais diferentes linguagens. Ao final de cada apresentação, há debates, oficinas e workshops com a finalidade de fomentar as reflexões sobre temáticas abordadas nas peças. A entrada é franca.


Confira a programação completa dos espetáculos e participe! 


PROGRAMAÇÃO
de 14 a 30 de julho

 
O Dragão - Amok (RJ)
14 e 15, às 20h
Teatro SESC Garagem, SESC 913 Sul
Oficinas: 16 e 17 de julho, das 13h às 17h
Classificação indicativa: 12 anos

Cartas de Rodez - Amok (RJ)
16 e 17 de julho, às 20h
Teatro SESC Garagem, SESC 913 Sul
Classificação indicativa: 14 anos

O Mundo Tá Virado - Imbuaça (SE)
14 e 15 de julho, às 16h
Praça do Relógio
16 e 17 de julho, às 16h
Torre de TV
Oficinas: 15 e 16 de julho, das 9h às 13h
Teatro SESC Paulo Autran - SESC Tag. Norte
Classificação indicativa: Livre


A Infidelidade ao Alcance de Todos 
Grupo SESC de Pesquisa Cênica(DF)
17 de julho, às 20h
SESC Presidente Dutra (SCS)
Teatro SESC Sílvio Barbato,
22 e 23 de julho, às 20h
Teatro SESC Paulo Autran, SESC Tag. Norte
Classificação indicativa: 16 anos

Rebu - Teatro Independente (RJ)
19, 20, 21 e 22 de julho, às 20h
Teatro SESC Garagem, SESC 913 Sul
Classificação indicativa: 14 anos

Evangelho Segundo São Mateus
Grupo Delírio (PR)
19 e 20 de julho, às 20h
Teatro SESC Paulo Autran, SESC Tag. Norte
21 e 22 de julho, às 20h
Teatro SESC Newton Rossi, SESC Ceilândia
Classificação indicativa: Livre

Cabaré das Donzelas Inocentes
Grupo de Brasília (DF)
25 e 26 de julho, às 20h
Teatro SESC Garagem, SESC 913 Sul
Classificação indicativa: 16 anos

Cru - Cia. Plágio de Teatro (DF)
21 e 22 de julho, às 20h
Teatro SESC Sílvio Barbato, SESC Presidente Dutra (SCS)
29 e 30 de julho, às 20h
Teatro SESC Paulo Autran, SESC Tag. Norte
Classificação indicativa: 16 anos

O Julgamento do Macaco
Grupo SESC de Pesquisa Cênica (DF)
19 e 20 de julho, às 20h
Teatro SESC Gama, Gama-DF
27 e 28 de julho, às 20h
Teatro SESC Garagem, SESC 913 sul
Classificação indicativa: 14 anos

A Tecelã - Caixa do Elefante (RS)
27 e 28 de julho, às 20h
Teatro SESC Gama, Gama-DF
29 e 30 de julho, às 20h
Teatro SESC Newton Rossi, SESC Ceilândia
Classificação indicativa: 12 anos


DentroFora - IN.CO.MO.DE-TE (RS)
27 e 28 de julho, às 20h
Teatro SESC Paulo Autran, SESC Tag. Norte
29 e 30 de julho, às 20h
Teatro SESC Garagem, SESC 913 Sul
Classificação indicativa: 14 anos

No happy ending – Inspirado no mito de
Medeia - Companhia B de Teatro e Núcleo de Dança Basirah (DF)
14 e 15 de julho, às 20h
Teatro SESC Gama, Gama-DF
19 e 20 de julho, às 20h
Teatro SESC Newton Rossi, SESC Ceilândia
Classificação indicativa: 14 anos

Frankenstein - Cia. Polichinelo (SP)
21 e 22 de julho, às 17h
Teatro SESC Gama, Gama-DF
23 e 24 de julho, às 17h
Teatro SESC Silvio Barbato, SCS
Oficinas: 21 de julho, 9h às 13h
SESC Gama
Classificação indicativa: Livre

ENTRADA FRANCA


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quinta-feira, 7 de julho de 2011

CARPINEJEAR

Esta noite demorei a dormir, rolava na cama pensava na ira, queria encontrar um sentido, Deus me presenteou com essa alma por um motivo. Canalizar, explorar o dom, deixar fluir as possibilidades, da característica mais forte do meu Orixá.

Dormi e sonhei com o Sr. Carpinejar. No sonho estávamos eu e Fabrício em praça pública apresentávamos uma instalação, uma intervenção urbana, me recordo de interagir com a obra, assim como as outras varias pessoas presentes. Eram parafernálias de metal dinamizadas mecanicamente, instrumentos que pintavam e criavam poesia, animais de madeira de vários tamanhos e formas que se encaixavam como engrenagens, representavam as necessidades humanas e afetivas.

Enquanto isso uma movimentação burocrática acontecia, referente a uma autorização da administração do espaço que a intervenção urbana estava. Para piorar um grupo de pessoas que realizariam uma festa de confraternização no mesmo local, fingiam interessar-se pela obra de Fabrício. Aquela velha harmonia falsa, política, que as universidades ensinam muito bem para os ditos futuros lideres, muito inteligentes, mas sem nenhuma cultura, os mesmos que ajudam a manter a triste estatística de Pais com a média de meio livro lido por cada habitante, Maquiavel Diria, “unir-se ao inimigo, para conquistá-lo”. Eu simplesmente chamo de beijo de Judas.

Quando enfim, ficou confirmado que a nossa manifestação artística, era clandestina. Mas até ai, eu já tinha tentado convencer de todas as formas os alienados que as duas coisas poderiam coexistir, não tive êxito, impossível falar de Drummond, a ouvidos de Paulo Coelho, devoradores de livros de auto ajuda e apostilas de cursinho preparatório.

Passei a ajudar o colega artista, que só encontrará em carne e osso e acordado, uma única vez na vida, a guardar e desmontar os materiais e equipamentos. De repente me peguei observando os jovens, todos vestidos iguais, camisa gola pólo, sapatênis, cabelinhos politicamente corretos, iniciarem a montagem dos instrumentos e equipamentos de som, para começar o pagode, que tocam somente por hobby, para serem mais populares e realizarem o sonho de serem famosos e quem sabe até fazer uma novela. Voltei a minha tarefa, mas antes conclui como são tristes pessoas sem paixão e que elas nunca poderiam criar um movimento autentico. Lembro-me vagamente de ensaiar uma manifestação irada, quando ouvi uma voz se denominar sambista. Soltei uma frase, acompanhada de um leve sorriso irônico. Vocês não são Sambistas, vocês não sabem o que é um Sambista.

Acordei ainda com ira, mas entendi que a ira faz parte do pacote que aceitei, quando decidi viver do meu talento.

Resolvi escrever imediatamente, mesmo concordando com Vinicius de Moraes que dizia, “que se uma idéia que tivermos durante a noite ainda não estiver com a gente na manhã seguinte, é porque ela não vale a pena ser trabalhada”.

O computador não funcionou. Escrevi a mão no verso de um roteiro de curta-metragem que estou decupando. Estranho escrever a mão, parece que perdi a prática. Tenho que lembrar de escrever mais vezes a mão.     

terça-feira, 5 de julho de 2011

SUA ALMA É UM FURACÃO, SEUS PENSAMENTOS TEMPESTADE.


Desceu do avião meio bêbado por causa das três doses de wisk que bebeu no vôo, Rio de Janeiro, Brasília. Suspirava com dificuldade, devido à mudança brusca de pressão atmosférica. Passou direto pelas esteiras, só trazia consigo uma mochila. Anestesiar a alma é muito bom, mas ele já sabe como isso termina, pensa que deveria ir pra casa, mas resolve beber mais um pouco. Ir pra casa agora  nesse momento, seria como ficar enclausurado de novo em um avião. Pensa nas suas escolhas, no cartão de credito que vai vencer, no IPVA, na filha, sente um pingo de carência, anula. Aprendeu desde pequeno que carência é para fracos, mas sabe dos estragos que uma noite de peito vazio pode causar. Já no táxi pensa nas coxas dela e como seria bom transar com ela no banco de traz de um táxi em movimento, depois repensa e acha que ela não toparia tal aventura. Só quem pode salva-lo nessas horas, que quer colocar tudo que sente em um copo com muito limão e um pouco de gelo, e beber tudo de uma vez, é ela. Ele pensa em telefonar, mas desiste, sabe como anda arredia e acredita que um movimento em falso poderia afastá-la para sempre, ele não quer isso, mais também não quer deixar de viver essas sensações e sentimentos com ela, que são fortes como o inicio do mundo. Ele percebe que quando ela toca seu cabelo, é como se ela quisesse penetrar na sua pele, conferir a textura, encostar-se ao seu peito e suave beijar seus olhos, sentir o abraço cheio de Sol e dormir quase uma vida inteira nos seus ombros de nuvem. Ele entende como é difícil para uma mulher entrar nesse furacão que é sua alma e na tempestade que são seus pensamentos, mais ele confia que ela tem coragem pra sentir o que nunca sentiu. Que ele vai encontrar a paz, e ela achar o caminho. Enquanto descia do táxi e se encaminhava para o bar de costume, carregando sua mochila nas costas, lembrou de um filme dos anos 90, que a partir da história de um casal de assassinos em serie, o diretor falava de todas as pessoas do mundo, que tem medo de viver com intensidade, que planejam cada segundo, não tiram o plástico do banco do automóvel novo e que não sabem fazer sexo oral em uma mulher. Chegando ao Bar foi direto ao balcão, como já era velho conhecido ali, pode deixar sua mochila no armário, usado para guardar os pertences dos funcionários. Lembrou de quando acordou, hoje mais cedo num quarto de hotel em Ipanema. Levantou, olhou no espelho, gostou da sua aparência, inclusive do cabelo do jeito que estava, vestiu-se e saiu. Mas antes de sair, lembrou de deixar um bilhete de despedida, para turista de Curitiba que conhecerá no restaurante do hotel na noite passada. Quando você deixa um bilhete para uma mulher que dormiu com você em uma transa casual, nunca agradeça, ou ressalte os atributos sexuais da garota, ou seu próprio desempenho na cama. Um bilhete de despedida de uma noite furtiva tem que fazer alusão ao mistério, fazer com que a senhorita sinta-se especial e se quiser realmente um reencontro deixe seu telefone e seu e-mail. Assim a donzela não sentiria que foi comida e abandonada em um quarto de hotel. O bilhete dele falava algo sobre os olhos dela olhando diretamente para os dele, enquanto ela por cima  movimentava-se suavemente controlando a penetração, até o orgasmo simultâneo. Deixou seu telefone e e-mail, pediu um café reforçado e convenceu o garçom a arranjar uma rosa branca. Olhou mais uma vez para as pernas brancas e iluminadas que escapavam aos lençóis dourados de seda, pensou em como seria bom acorda-la com beijos quentes, totalmente aconchegado dentro dela. Analisou se valia à pena perder o avião, deixou ao destino e saiu. Voltando seus pensamentos para o presente, pediu uma cerveja, encaminhou-se para frente do estabelecimento onde em um pequeno palco a banda tocava Paralamas, uma olhada e logo recebeu um sorriso doce. Pensou no dinheiro que deixou de ganhar na licitação que participou para o governo do Estado do Rio de Janeiro, refletiu que esse mês teria que economizar. Seu telefone toca, não é ela, só alguém pela qual sua alma não treme. Se pelo menos ela ligasse, ele vai até o balcão já está escurecendo, ele não precisa mais dos óculos escuros, coloca na mochila e entrega para o caixa colocar de volta no armário, puxa o celular do bolso, decide de novo não ligar, mais uma vez o destino, ele confia no destino, o destino providencia tudo, joga o celular na mochila. Ele não queria invadi-la, pra não sufocar, pra não maltratar, pra não apagar a imagem bonita que ela tinha dele. E se o destino não resolver? Ele acredita nos recados que as pessoas nos dão, que as pessoas querem que nos percebamos, se ela não liga, ela não quer que você ligue, se ela não faz questão de te encontrar é que ela não quer que você tente encontra-la. O destino pode não resolver. Ele quer ser discreto, quer do seu lado quem realmente quer estar com ele. E se ninguém quiser estar com ele? Ele pega mais uma cerveja, decide sentar longe da menina que sorriu pra ele, confirma que hoje não seria uma boa companhia. Velhos amigos juntam-se a ele na mesa, um pouco de tequila. Ele já sabe como a noite vai acabar.